Mãos segurando a ponteira do i-Cryo Pro, equipamento de criolipólise para gordura localizada, com o aparelho completo ao fundo

A gordura que não vai embora: por que algumas regiões resistem mesmo depois do emagrecimento?

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Essa é uma queixa bastante comum no consultório. E existe uma explicação: emagrecer não significa necessariamente eliminar a gordura localizada. 

Para algumas pessoas, emagrecer representa uma conquista, mas nem sempre significa alcançar o contorno corporal desejado. Mesmo após perder peso e manter uma rotina de exercícios, algumas regiões podem continuar apresentando acúmulos de gordura que parecem não responder às mudanças de hábitos. 

Isso acontece porque emagrecimento e redução de gordura localizada são processos diferentes. O organismo pode manter uma concentração maior de adipócitos em determinadas áreas, mesmo quando a pessoa está dentro de uma faixa de peso adequada. 

É nesse contexto que tecnologias voltadas ao tratamento da gordura localizada podem ser consideradas. Entre elas está a criolipólise, que utiliza o resfriamento controlado do tecido adiposo para atuar de forma localizada sobre as células de gordura. 

“A gordura localizada é uma queixa muito comum no consultório. Mas antes de indicar qualquer tratamento, é fundamental entender o que está causando aquele volume. Nem todo excesso de volume em uma região significa necessariamente excesso de gordura”, explica a Dra. Taiz. 

Como funciona a criolipólise? 

A criolipólise utiliza baixas temperaturas de maneira controlada e planejada para atingir o tecido adiposo. O resfriamento provoca uma resposta inflamatória localizada, conhecida como paniculite por frio, desencadeando um processo gradual de eliminação das células de gordura pelo próprio organismo. 

Por esse motivo, os resultados não são imediatos. A redução da gordura acontece progressivamente, acompanhando a resposta natural do corpo ao tratamento. 

“É importante alinhar expectativas. A criolipólise não é um tratamento para emagrecimento. Ela é uma tecnologia voltada para gordura localizada e contorno corporal e, quando bem indicada, pode contribuir para tratar áreas específicas que apresentam esse acúmulo persistente”, ressalta Dra. Taiz.

Nem todo volume é gordura

 Antes de definir um tratamento, a avaliação individual é essencial. Isso porque diferentes fatores podem interferir no contorno corporal, como flacidez, excesso de pele, distribuição de gordura e características anatômicas individuais. 

Em alguns casos, a criolipólise pode não ser a tecnologia mais adequada. Por isso, identificar a origem do volume e compreender as características de cada paciente são etapas fundamentais para uma indicação segura e coerente com o objetivo desejado. 

Mais do que buscar uma solução para a chamada “gordurinha que insiste em permanecer”. O tratamento da gordura localizada deve partir de uma avaliação individualizada. 

Quando existe indicação adequada, a tecnologia deixa de ser apenas uma promessa de redução de medidas e passa a fazer parte de uma estratégia personalizada para o contorno corporal.