Por Gabriel Rocha
A flacidez facial está entre as principais queixas relacionadas ao envelhecimento e à perda de definição do contorno facial. Porém, apesar de ser frequentemente percebida como um único problema, a flacidez pode envolver diferentes estruturas e níveis de profundidade. Pele, tecido conjuntivo, gordura e estruturas musculares participam, em diferentes situações , da sustentação e do desenho do rosto. Por isso, uma avaliação adequada é o primeiro passo para definir uma estratégia de tratamento realmente personalizada.
Qual camada está comprometida? Qual é o grau da flacidez? E qual estímulo tecnológico é mais adequado para aquele tecido?
A flacidez facial é caracterizada pela redução da firmeza e da capacidade de sustentação dos tecidos faciais. Com o envelhecimento, também ocorrem alterações na distribuição e no volume dos compartimentos de gordura, remodelamento ósseo e mudanças na dinâmica muscular.
O resultado pode ser percebido como:
- perda de definição do contorno facial;
- queda ou deslocamento dos tecidos;
- sulcos e linhas mais evidentes;
- alteração da textura da pele;
- redução da firmeza;
- aspecto de pele “solta” ou menos sustentada.
Por isso, falar apenas em “flacidez de pele” pode ser uma simplificação de um processo que envolve múltiplas estruturas. A avaliação deve considerar não apenas a aparência da pele, mas também a qualidade e o comportamento dos tecidos.
A Flacidez leve Geralmente apresenta:
- discreta perda de firmeza;
- alterações iniciais de textura;
- linhas finas;
- pequena redução da definição facial;
- pouca alteração do contorno em repouso.
Neste estágio, estratégias voltadas à qualidade da pele e estímulo de remodelação tecidual podem apresentar resultados interessantes. A Flacidez Moderada pode se observar a perda de sustentação mais evidente.
Podem aparecer:
- redução mais perceptível da definição mandibular;
- início de formação de jowls;
- maior evidência dos sulcos;
- perda de elasticidade;
- alteração da textura e densidade da pele.
A Flacidez avançada é caracterizada por alterações estruturais mais importantes, como:
- queda significativa dos tecidos;
- perda acentuada do contorno facial;
- excesso cutâneo;
- alterações importantes na região mandibular;
- maior deslocamento dos tecidos faciais.
Nesses casos, tecnologias podem fazer parte de um plano de tratamento.
A flacidez acontece em uma única camada? Não.
Esse é um dos principais conceitos para compreender a estética facial moderna.
A face pode ser analisada de maneira didática em diferentes níveis: Epiderme → Derme → Tecido subcutâneo → SMAS/tecidos conjuntivos → Musculatura → Estruturas profundas
Cada uma dessas regiões possui características próprias e pode responder de maneira diferente aos estímulos. Por isso, uma tecnologia que atua predominantemente na superfície não necessariamente terá o mesmo efeito de uma tecnologia capaz de entregar energia em planos mais profundos. O objetivo não é simplesmente “chegar mais fundo”. É entregar o estímulo adequado, na profundidade adequada e com parâmetros adequados. A tecnologia escolhida deve estar relacionada ao objetivo terapêutico e às características individuais do paciente.
Herus Full: Radiofrequência e Ultrassom Microfocado
A radiofrequência utiliza energia eletromagnética para promover aquecimento controlado dos tecidos, promovendo uma melhora da qualidade de pele, linhas finas e tônus. Enquanto o Ultrassom Microfocado trabalha no bioestimulo e em direntes camadas da pele, trazendo lifting e estímulo progressivo de colágeno.
De forma geral, pode ser interessante para protocolos que tenham como objetivos:
- melhora da firmeza;
- melhora da textura;
- estímulo de remodelação do colágeno;
- melhora do aspecto geral da pele.
Axcel RF-M100: Radiofrequência Fracionada Microagulhada
A radiofrequência microagulhada combina dois estímulos: microperfuração controlada + entrega de energia por radiofrequência em profundidade. As microagulhas permitem que a energia seja entregue de maneira mais direcionada, possibilitando trabalhar diferentes profundidades conforme a tecnologia e os parâmetros selecionados.
Essa combinação pode ser utilizada em estratégias voltadas para:
- remodelação do colágeno;
- melhora da firmeza;
- melhora da textura;
- redução da aparência de poros;
- tratamento de determinadas cicatrizes;
- rejuvenescimento facial.
O grande diferencial está na possibilidade de personalizar a profundidade e a entrega da energia de acordo com a região e o objetivo do tratamento.
Reversi- Laser CO2
O Laser CO₂ Ultrapulse com microcoring é uma tecnologia que permite criar microcolunas de tecido removido de forma controlada, promovendo um estímulo reparador e de remodelação da pele.
Essa abordagem pode ser utilizada em protocolos voltados à flacidez, textura, cicatrizes, poros e sinais do fotoenvelhecimento, contribuindo para a renovação e melhora progressiva da qualidade cutânea. Seu diferencial está na possibilidade de personalizar a profundidade, densidade e intensidade do tratamento, de acordo com a necessidade de cada região e as características da pele. Assim, o microcoring amplia as possibilidades de atuação do Laser CO₂ dentro de uma estratégia de rejuvenescimento baseada em avaliação, precisão e tratamento em diferentes camadas da pele.
Ônix Face- Tecnologia OF-HEM + RF
Trabalhar a estrutura muscular da face é um desafio ? E a associação entre corrente Of-Hem e radiofrequência estacionária possibilidade trabalhar um grande desafio profissional. Estruturar o músculo da Face. O músculo é o principal responsável pela sustenção, e com a gravidade e envelhecimento gradativo, há uma queda e frouxidão muscular. Por isso a associado do Ônix face é fundamental para o gerenciamento da flacidez.
Ultrassom microfocado e tecnologias de maior profundidade
O tratamento ideal ? Combinar tecnologias!
A combinação de tecnologias pode ser uma estratégia interessante quando a avaliação demonstra que diferentes componentes estão envolvidos.
Por exemplo: Pele com baixa qualidade + perda de firmeza + alteração de contorno, pode demandar uma estratégia diferente de: Pele fina + linhas superficiais + alteração de textura.
Em determinados casos, protocolos combinados podem trabalhar diferentes características do envelhecimento facial de maneira complementar. A lógica não deve ser simplesmente somar equipamentos. Deve ser: avaliar → identificar → selecionar → combinar → acompanhar.
Por isso, protocolos personalizados são cada vez mais importantes dentro da estética facial avançada.
A evolução das tecnologias estéticas trouxe uma mudança importante na forma de abordar o envelhecimento facial.
Hoje, o objetivo não deve ser simplesmente “tratar a flacidez”. É necessário compreender qual é a origem predominante da alteração, quais tecidos estão envolvidos e qual estímulo pode ser aplicado de maneira segura e estratégica. A avaliação em camadas permite construir protocolos mais individualizados e potencialmente mais eficientes, respeitando a anatomia e as características de cada paciente. Identificar o grau da alteração e compreender os diferentes planos anatômicos permite selecionar tecnologias de maneira mais racional.
Na estética avançada, tecnologia e conhecimento caminham juntos.
Porque tratar a face não é simplesmente escolher um equipamento. É compreender o tecido que está sendo tratado.

