Médica ao lado do equipamento REVERSI Ultrapulse, laser de CO2 para rejuvenescimento facial

Rejuvenescimento facial e como entender a pele profundamente utilizando o Laser de CO2 e alcançar resultados completos para o seu cliente

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Rejuvenescimento facil além da superfície

Como o Laser de CO₂ atua na pele

Anatomia, remodelação, segurança e planejamento clínico
com referências científicas selecionadas

Dr. Victor Paranhos

Quando falamos em rejuvenescimento facial, é comum concentrar a atenção no que aparece no espelho: rugas, poros dilatados, manchas, cicatrizes, flacidez e alterações de textura. Mas esses sinais não se formam todos no mesmo lugar — nem respondem da mesma maneira ao tratamento.

Alguns estão mais relacionados à epiderme; outros envolvem diferentes regiões da derme. Em muitos pacientes, há vários processos acontecendo ao mesmo tempo. Por isso, um tratamento bem planejado não começa pela escolha do equipamento, nem pela busca de um parâmetro pronto. Começa pela leitura da pele.

É nesse contexto que o Laser de CO₂ se destaca. Quando bem indicado e utilizado com conhecimento, ele pode atuar desde a renovação mais superficial até a remodelação dérmica e o estímulo de colágeno.[1–4] A questão central, no entanto, não é apenas saber operar a tecnologia. É compreender qual resposta queremos provocar e quanto estímulo aquela pele consegue receber com segurança.

A pele não responde como uma estrutura única

Para entender os efeitos do Laser de CO₂, precisamos olhar para as diferentes camadas envolvidas no rejuvenescimento. De forma simplificada, consideramos a epiderme, a derme papilar, a derme reticular e, abaixo delas, o tecido subcutâneo.

Cada região tem características e funções próprias. Uma pele com poros aparentes e textura irregular exige um raciocínio diferente de outra com flacidez mais marcada. Da mesma forma, uma cicatriz atrófica não deve ser abordada como uma linha fina superficial.

É por isso que não acredito em um único protocolo de CO₂ para todos os pacientes. O protocolo deve nascer da avaliação clínica: da queixa, da anatomia, do fototipo, da capacidade de cicatrização e do objetivo que se pretende alcançar.

Antes de pensar no parâmetro, é preciso entender qual estrutura queremos atingir.

Epiderme: muito mais do que a superfície

A epiderme é a camada mais externa da pele e exerce funções essenciais na proteção, na renovação celular, na manutenção da barreira cutânea e na pigmentação.

É também nessa região, principalmente no estrato basal, que se encontram os melanócitos — células responsáveis pela produção de melanina. Esse ponto merece atenção especial quando trabalhamos com tecnologias ablativas. Um estímulo inflamatório intenso ou mal controlado pode aumentar a atividade melanocítica e favorecer a hiperpigmentação pós-inflamatória.[6]

Por isso, tratar com CO₂ não significa pensar apenas em colágeno. Também é necessário considerar a integridade da barreira, o grau de inflamação, o fototipo, a tendência à pigmentação e a capacidade individual de recuperação.

Derme papilar: textura e qualidade da pele

Logo abaixo da epiderme está a derme papilar, uma região superficial da derme, com vasos delicados e componentes importantes para a comunicação entre as camadas da pele.

Quando o objetivo é melhorar textura, poros, linhas finas e irregularidades superficiais, boa parte da resposta clínica desejada está relacionada a essa região. E aqui surge um princípio importante: o tratamento não precisa ser extremamente profundo para produzir um resultado relevante.

Mais profundo não significa, necessariamente, melhor. 

Derme reticular: remodelação e sustentação

Em uma camada mais profunda encontramos a derme reticular, formada por fibras colágenas mais espessas e por estruturas que contribuem para a resistência e a sustentação da pele.

Nos casos de rugas marcadas, flacidez, cicatrizes mais profundas ou alterações importantes da arquitetura dérmica, o planejamento muda. Precisamos avaliar até onde queremos promover remodelação sem ultrapassar a capacidade segura de recuperação do tecido.[2,4]

Esse é um dos pontos centrais do uso moderno do Laser de CO₂: não buscamos causar o maior dano possível. Buscamos gerar o estímulo adequado para ativar reparação e remodelação de forma previsível.

Como o Laser de CO₂ interage com o tecido

O Laser de CO₂, com comprimento de onda de 10.600 nm, tem a água como principal cromóforo. Como ela está presente em grande quantidade nos tecidos, a energia luminosa é absorvida e convertida em calor. A forma como essa energia é entregue determina efeitos como ablação, vaporização, coagulação e contração térmica, que desencadeiam o processo posterior de reparação e remodelação do colágeno.[2,3]

Nos equipamentos fracionados, o laser cria microzonas de tratamento intercaladas com áreas de pele preservada. O tecido íntegro ao redor dessas colunas participa ativamente da recuperação, princípio descrito originalmente na fototermólise fracionada e posteriormente demonstrado em estudos histológicos com CO₂ ablativo fracionado.[1,2]

Profundidade é apenas uma parte da equação

Existe uma tendência de associar tratamentos mais profundos a resultados melhores. Na prática, essa relação não é tão simples. O efeito clínico depende da combinação entre energia, duração do pulso, densidade, espaçamento, número de passadas e modo de entrega — além da região anatômica, da espessura da pele, do fototipo e do objetivo terapêutico.

Um tratamento superficial pode ser bastante agressivo, enquanto um estímulo mais profundo pode ser realizado de maneira controlada. Estudos histológicos demonstram que mudanças na energia e na duração do pulso modificam as dimensões das zonas de ablação e coagulação; por isso, profundidade, densidade e dano térmico precisam ser analisados em conjunto.[2,4] Antes de escolher qualquer configuração, a pergunta deveria ser:

Qual estrutura desejo modificar neste paciente e qual resposta biológica pretendo induzir?

Essa pergunta muda toda a lógica do procedimento.

O rosto não envelhece por igual

Outro ponto fundamental é entender que o rosto não deve ser tratado como uma superfície uniforme. A pele da pálpebra é diferente da pele da bochecha; a região perioral tem particularidades que não se repetem na testa; o pescoço apresenta espessura, quantidade de anexos cutâneos e capacidade de cicatrização próprias.

Em uma mesma sessão, portanto, diferentes regiões podem exigir estratégias distintas. Nas pálpebras, por exemplo, buscamos precisão e retração controlada. Na região malar, o foco pode estar na textura e na remodelação. Ao redor da boca, linhas marcadas e irregularidades costumam ter maior peso. Já o pescoço pede uma abordagem especialmente cautelosa.

Essa individualização vale mais do que simplesmente reproduzir um protocolo previamente definido. A literatura clínica reforça a necessidade de ajustar a estratégia ao fototipo, à indicação e à região tratada.[5,9]

Caso clínico 1 — Rejuvenescimento global

Objetivos do tratamento: Rejuvenescimento global

Equipamento: REVERSI – FISMATEK

Regiões tratadas: Rosto completo

Estratégia clínica: Laser profundo(23W 3.0ms 0.6mm ) e raso(16W 0.7mm)

Associações realizadas: 4 mls de preenchimento com acido hialuronico.

Cuidados pós-procedimento: Protocolo de Cuidado com pós laser manipulado.

Número de sessões e intervalo: 3 sessoes com o interval de 30 dias.

Inflamação: necessária, mas na medida certa

Todo processo de reparação depende de algum grau de inflamação. O Laser de CO₂ utiliza justamente um estímulo térmico controlado para ativar os mecanismos de cicatrização e remodelação.[2,4]

O problema aparece quando esse estímulo ultrapassa a capacidade de resposta daquela pele. Inflamação excessiva ou prolongada pode estar associada a mais desconforto, recuperação lenta, alteração persistente da barreira, eritema prolongado, distúrbios de pigmentação e maior risco de intercorrências.[5,6]

Portanto, não se trata de eliminar a inflamação, mas de controlar sua intensidade e sua duração. A resposta ideal não é a mais intensa: é aquela suficiente para alcançar o objetivo clínico dentro de uma margem segura.

Eritema após o CO₂: um sinal que precisa ser acompanhado

A vermelhidão faz parte da recuperação após o Laser de CO₂. Ela ocorre pela vasodilatação e pela resposta inflamatória provocada pelo estímulo térmico. Sua intensidade e duração variam conforme a técnica utilizada, a região tratada e as características individuais do paciente.[5,13]

Quando o eritema diminui progressivamente, pode representar uma evolução esperada. O sinal de alerta surge quando a vermelhidão aumenta com o passar dos dias, permanece desproporcional ao tratamento ou aparece acompanhada de dor relevante, secreção, piora do edema ou alterações da cicatrização.

Nessas situações, não basta enxergar apenas uma “pele vermelha”. É preciso investigar a causa e acompanhar a evolução. O eritema funciona como um termômetro clínico da recuperação.

Por que pode ocorrer hiperpigmentação pós-inflamatória?

Uma das intercorrências mais conhecidas após procedimentos ablativos é a hiperpigmentação pós-inflamatória. Durante a resposta inflamatória, mediadores locais podem estimular os melanócitos e aumentar a produção e a transferência de melanina para os queratinócitos.[6]

Quando há alteração mais profunda na região da junção entre epiderme e derme, parte desse pigmento pode chegar à derme e ser incorporada por macrófagos, formando os chamados melanófagos. Essa diferença ajuda a explicar por que uma pigmentação predominantemente epidérmica não se comporta exatamente como uma pigmentação com componente dérmico.[6]

Compreender esse mecanismo é importante tanto para a prevenção quanto para a escolha da abordagem quando a alteração já está presente.

Contexto clínico e conduta adotada: Nosso protocolo para PIH é realizado de forma sequencial, atuando primeiro na inflamação e, posteriormente, no controle da melanogênese e clareamento da pele.

Fase 1 – Laser frio: iniciamos com ação calmante e controle do processo inflamatório, preparando a pele para as etapas seguintes.

Fase 2 – Hialuronidase: utilizada com o objetivo de favorecer a permeação dos ativos e auxiliar na abordagem do tecido inflamado.

Fase 3 – Triancinolona: direcionada ao controle da resposta inflamatória persistente, sempre de acordo com avaliação clínica.

Fase 4 – Peeling clareador: associação de ativos renovadores e despigmentantes para estimular renovação celular e redução progressiva da hiperpigmentação.

Fase 5 – Selador Power: etapa intensiva com associação de ativos clareadores, queratolíticos e anti-inflamatórios, buscando potencializar e estabilizar a resposta ao tratamento.

Fase 6 – Ácido tranexâmico: utilizado como estratégia sistêmica quando indicado, atuando no controle das vias relacionadas à melanogênese.

Fase 7 – Home care clareador noturno: manutenção domiciliar com associação de ativos despigmentantes e renovadores, acompanhada de fotoproteção rigorosa e cuidados com a barreira cutânea.

A sequência pode ser repetida e ajustada conforme a evolução clínica. O objetivo é não tratar apenas a mancha visível, mas atuar no ciclo inflamação → estímulo melanocítico → produção de melanina, promovendo clareamento progressivo e reduzindo o risco de recorrência.

Melasma e CO₂: indicação criteriosa é indispensável

O melasma é uma condição crônica, multifatorial e com tendência à recorrência. Ele não está relacionado apenas à produção de melanina: exposição solar, luz visível, influência hormonal, inflamação, componente vascular, alterações da barreira e predisposição individual também participam de sua fisiopatologia.[7,8]

Por esse motivo, simplesmente “remover o pigmento” não resolve o problema. O Laser de CO₂ pode integrar estratégias combinadas em pacientes cuidadosamente selecionados, mas não deve ser tratado como uma solução isolada ou universal. Por ser uma tecnologia ablativa e inflamatória, exige cautela: em uma pele predisposta, um estímulo inadequado pode agravar a pigmentação.[7,8]

Antes de indicar o procedimento, é necessário avaliar a atividade do melasma, o fototipo, o histórico de rebote, os tratamentos anteriores, a adesão à fotoproteção e a relação entre benefício esperado e risco.

Aqui, mais do que em muitas outras situações, a biologia da pele deve orientar a tecnologia — e não o contrário.

Fototipo: Fototipo 3

Histórico e atividade do melasma: Paciente com melasma aparente a 12 anos

Tratamentos anteriores: Peelings e acidos de Farmacia.

Objetivo clínico: Remoção controlada do pigmento com laser frio e associação a peeling

Preparo da pele: Preparo com 14 dias prévio com regencode.

Estratégia com CO₂ e justificativa: 10w 1,5ms e 0.9mm

Drug delivery, quando indicado: Hialuronidase, Triancinolona e Acido tranexamico.

Cuidados domiciliares e fotoproteção: Formula de Kligman para melsma 4 dias após descamação.

Evolução e tempo de acompanhamento: foto com 8 semanas.

Rejuvenescimento palpebral: quando a retração cutânea é o objetivo

A região palpebral exige conhecimento anatômico e grande precisão. A pele é muito fina e está próxima de estruturas nobres, o que torna indispensáveis a seleção cuidadosa do paciente e o domínio técnico.

Em casos bem indicados, o Laser de CO₂ pode melhorar flacidez cutânea leve ou moderada, textura, linhas finas e qualidade da pele ao redor dos olhos.[9] Esse tratamento é muitas vezes divulgado como “blefaroplastia sem cortes”, mas os dois procedimentos não são equivalentes — e alinhar essa expectativa com o paciente é essencial.

O laser não substitui a cirurgia quando há excesso importante de pele, bolsas de gordura relevantes, ptose palpebral verdadeira ou alterações anatômicas que dependem de correção cirúrgica. O melhor resultado começa pela indicação correta, não pela promessa mais atraente.

Caso clínico 3 — Rejuvenescimento palpebral

Queixa principal: Linhas finas ao redor dos olhos

Objetivo: Laser ablativo para regeneração do tecido utilizamos o laser profundo na potência de 20W 3.0ms e 0.7mm

Região tratada e estratégia com CO₂: Rosto completo

Número de sessões e intervalo: 1 sessão apenas

Cuidados posteriores: Pós peeling regencode

Evolução e tempo entre as fotografias: 15 dias após o laser

Laser-assisted drug delivery: o microcanal como via terapêutica

Após o tratamento fracionado, a barreira da pele fica temporariamente alterada. Os microcanais criados pelo laser aumentam, por um período limitado, a permeabilidade cutânea — princípio conhecido como laser-assisted drug delivery.[10,11]

Essa abertura pode ser aproveitada em estratégias específicas, mas exige responsabilidade. A maior permeabilidade também pode ampliar a absorção e o potencial irritativo de substâncias aplicadas sobre a pele recém-tratada. Isso significa que nem todo produto é adequado para esse momento.

A decisão deve considerar a formulação, a esterilidade, a evidência disponível, o potencial de sensibilização, a profundidade alcançada, a condição da barreira e o objetivo clínico. Diretrizes clínicas e revisões de segurança destacam que parâmetros do laser, propriedades do fármaco, contraindicações e prevenção de eventos adversos precisam ser avaliados de forma conjunta.[10,11] Drug delivery não é simplesmente aplicar um ativo depois do laser; é uma associação terapêutica que precisa de indicação, produto apropriado e protocolo seguro.

O pós-procedimento faz parte do resultado

O tratamento não termina quando o equipamento é desligado. Uma parte importante do resultado será definida pelo comportamento da pele nos dias seguintes e pela forma como a recuperação é conduzida.

Os cuidados devem favorecer a restauração da barreira, a hidratação e a fotoproteção, além de permitir o controle da inflamação, o monitoramento da cicatrização e o reconhecimento precoce de possíveis intercorrências. Medidas para prevenção de infecção devem seguir a avaliação clínica e o protocolo indicado para cada caso.[10,13]

Quanto maior o estímulo, maior deve ser a atenção ao período de recuperação. Orientações claras e acompanhamento próximo não são detalhes do tratamento: são parte dele.

Caso clínico 4 — Cicatriz cirúrgica

Tipo de cicatriz: Cicatriz hipertrofica e hiperpigmentada

Objetivo: Clarear e diminuir relevo

Abordagem com CO₂: laser profundo com 10 W 2,5ms e 0,8mm

Terapias associadas: Hialuronidase e triancinolona.

Número de sessões e intervalo: 2 sessões e 30 dias de interval (tratamento ainda nao finalizado)

O resultado começa antes do primeiro disparo

Para mim, o domínio do Laser de CO₂ acontece quando o profissional deixa de perguntar apenas “qual parâmetro devo usar?” e passa a perguntar “o que esta pele precisa?”. Parece uma mudança simples, mas ela transforma a tomada de decisão.

Antes do procedimento, é preciso avaliar a queixa principal, as camadas envolvidas, o fototipo, a espessura de cada região, o histórico de inflamação e pigmentação, a presença de cicatrizes, o grau de

flacidez e a capacidade de recuperação do paciente. Também é fundamental conversar sobre o tempo de afastamento social aceitável e alinhar expectativas realistas.

Somente depois dessa análise o equipamento entra na equação.

Rejuvenescimento completo não cabe em um protocolo único

Duas pessoas da mesma idade podem precisar de tratamentos completamente diferentes. Uma pode apresentar principalmente manchas e textura irregular. Outra, perda de colágeno e flacidez. Uma terceira pode ter cicatrizes — ou uma combinação de todas essas alterações.

O rejuvenescimento moderno, portanto, tende a ser cada vez menos baseado em procedimentos isolados e mais orientado por diagnóstico, planejamento e integração de tratamentos.

O Laser de CO₂ é uma ferramenta versátil dentro desse processo. Seu uso no fotoenvelhecimento e nas cicatrizes atróficas é sustentado por estudos clínicos e revisões, embora os resultados e os eventos adversos dependam da indicação, dos parâmetros e das características do paciente.[4,5,12]

Conclusão

O Laser de CO₂ não é apenas uma tecnologia para “trocar a pele”. Dependendo de como é utilizado, pode produzir diferentes respostas biológicas e contribuir para renovação epidérmica, remodelação dérmica, estímulo de colágeno, retração cutânea e melhora de textura e cicatrizes.[2–4,12]

O resultado, porém, não nasce da potência do equipamento. Nasce da capacidade de reconhecer qual pele está diante de nós, qual estrutura precisa ser estimulada e qual intensidade pode ser aplicada com segurança.

Quando anatomia, inflamação, pigmentação e cicatrização fazem parte do raciocínio, deixamos de apenas aplicar uma tecnologia. Passamos a utilizar o Laser de CO₂ como uma ferramenta de rejuvenescimento planejado, individualizado e biologicamente inteligente.

Dr. Victor Paranhos

Referências

Referências selecionadas em bases indexadas, apresentadas no estilo Vancouver. Os números correspondem às citações inseridas ao longo do artigo. 

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